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Comunicado

 

A propósito das sucessivas ações repressivas adoptadas pela administração do BNP Paribas contra os seus trabalhadores

 

O SINTAF vem, com este comunicado, lamentar e denunciar, as faltas de respeito da administração do BNP Paribas, perante a lei que vigora no nosso país e que regula as relações laborais.

É avassalador que, num quadro onde esta mesma lei já favorece, essencialmente, a parte forte (o patrão), ainda assistamos a práticas que visem limitar os poucos meios que os trabalhadores têm para fazer valer os seus justos interesses. Entre bloqueios, sem qualquer sustento na lei, ao direito de reunião dos seus trabalhadores com o sindicato, adiamentos arbitrários do processo de negociação de uma proposta de Acordo Empresa, em que os trabalhadores se reveem - ao contrário dos que vigoram na empresa - bloqueios sucessivos à atividade sindical e ao direito dos trabalhadores do BNP Paribas receberem informação sindical, a administração do BNP Paribas fez ameaças, verbais aos trabalhadores que aderissem à greve decretada pelo SINTAF para dia 17 de Abril, dizendo que era ilegal e que ia marcar faltas injustificadas.

Como essa estratégia não resultou, vem agora recusar-se a reconhecer o motivo que centenas dos seus trabalhadores usaram para justificar a sua não comparência, no local de trabalho, no dia 17 de abril de 2026: o exercício do seu direito a fazer greve. Alegam, em e-mails dirigidos aos trabalhadores e ao SINTAF, que o Sindicato não teria cumprido com os pressupostos legais para convocar esta greve - o que não tem qualquer respaldo na realidade. Mas não se atreveram a marcar faltas injustificadas – deverão ter ido ler a lei. Dizem agora, tão bem-intencionados que são, que vão justificar as faltas, não pelo motivo de greve, mas porque ‘autorizaram os trabalhadores a gozar de uma falta justificada’.

À administração dizemos que a lei não fica à porta do local de trabalho e, aos trabalhadores lançamos um apelo: é lutando, em unidade, que estamos todos menos vulneráveis perante a repressão e, sobretudo, é com a luta que transformamos as nossas condições de trabalho e avançamos nas nossas vidas.

A Greve Geral convocada para 3 de junho é o próximo passo nesta luta pelo Acordo Empresa justo que os trabalhadores do BNP Paribas construíram com o SINTAF e vamos derrotar o Pacote Laboral porque recusamos quaisquer recuos!

Recusamos os bancos de horas que o BNP e o Governo nos querem impor, recusamos normalizar o outsourcing que nos impõe salários mais baixos e menos direitos que os restantes trabalhadores do BNP, recusamos a legalização dos despedimentos sem justa causa e as limitações ao direito a fazer greve.

Queremos ser livres no exercício das nossas liberdades sindicais, queremos mais salário, melhorar as nossas condições de vida e de trabalho!

Junta-te ao SINTAF – sindicaliza-te

 

Lutar por melhores condições de vida e trabalho.

O trabalho e os trabalhadores têm de ser valorizados e não tratados como peças descartáveis.
A luta dos trabalhadores continua a ser, como sempre, elemento decisivo para resistir, defender, repor e conquistar direitos.
É o primeiro acto de participação sindical de um trabalhador.

50 anos das nacionalizações contra as privatizações! - O sector público ao serviço do País!

Em 2024 os principais bancos a operar no mercado Português tiveram mais de 5 mil milhões de euros de lucro, isto dá 14 milhões por dia. Um escândalo pornográfico neste país com tantas necessidades

Intervenções do SINTAF