
- Porto 10h30m Praça da Batalha para a Praça D. João I
- Coimbra 10h30m Rotunda Portugal dos Pequeninos para Praça 8 de Maio
- Lisboa 14h30m Cais do Sodré para o Rossio
Saudações sindicais
O SinTAF é filiado na Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses – CGTP/Intersindical, apresenta-se com uma posição firme e claramente comprometida na defesa dos direitos dos trabalhadores do sector financeiro.

Lucros de milhões = salários de miséria
Mais um ano de perda salarial para os trabalhadores da banca, através da perda do poder de compra com aumentos muito inferiores à inflação real, cerca de 40% o ano ainda não acabou, ou mesmo a inflação média indicada pelo INE, que não tem em conta rendas de casa e faz uma média com um cabaz que ninguém conhece.
Mas isto são os trabalhadores, já as administrações não se deixam enganar com médias ou cálculos que não se sabem como foram feitos, em 2025 as administrações da banca auto aumentaram-se 25% em média, vamos ver em 2026, o SINTAF fez uma proposta de apenas 15%. A lei para diminuição do leque salarial nas empresas, foi para o caixote do lixo.

Um administrador da banca ganha em, apenas, um mês o que um trabalhador demora 2 ou 3 anos a ganhar. Este escândalo só é possível com a complacência e inação dos trabalhadores bancários, que em tempos idos foram um dos fundadores da CGTP, nessa altura ganhou-se bons salários, proteção na saúde e outras regalias, que têm vindo a desaparecer.
A banca em Portugal é o setor mais rentável, no entanto foi o setor onde os trabalhadores tiveram os piores aumentos, todos os outros tiveram mais aumentos que os bancários. Já nas administrações foi ao contrário e porquê, porque são eles que decidem, se derem mais aos trabalhadores o premio deles é um pouco menos, isto chama-se ganância. Contam também com a compreensão dos trabalhadores bancários, afinal os administradores trabalham muito mais.
Vais continuar sentado e a lamentar pelos cantos, ou vens para a rua mostrar a tua indignação.
Levanta a cabeça e a voz, dia 17 de Outubro vem com o SINTAF para a rua mostrar a indignação e dizer que estas administrações não são boazinhas ou caridosas como os pintam, são predadores que trituram trabalhadores, vamos mostrar quem eles são na realidade.
Acabemos com esta ideia que na banca está tudo bem, ganha-se bem, não é verdade, existe assédio, maus salários e horas extras não pagas.
JUNTA-TE AO SINTAF DIA 17 OUTUBRO, MAIS SALÁRIO É POSSIVEL.
Sobre a 2ª Reunião do processo de conciliação, referente à negociação por um Acordo de Empresa (AE) justo e dignificador.
Conforme é do conhecimento dos trabalhadores, o BNP recusou-se a negociar um AE com o SINTAF, tivemos de recorrer a uma ferramenta legal e pedir a conciliação ao Ministério do Trabalho através da DGERT.
Dia 8 Setembro realizou-se a 2ª reunião, tendo sido a 1ª em 9 de Junho - que serviu apenas para apresentação dos negociadores e do AE (que o banco já conhecia). O banco pediu o tempo legal para fazer uma contraproposta, depois vieram as férias de verão e finalmente voltamos à mesa de negociação.
Na contraproposta o BNP recusou praticamente tudo o que realmente interessa e acrescenta à vida dos seus trabalhadores e aceitou apenas o que já está na lei.
Chegamos a este processo de conciliação depois da recolha de mais de mil e oitocentas assinaturas num abaixo assinado por um AE justo (entregue à Administração do BNP), após dias de greve e diversos plenários com os trabalhadores, tendo o BNP, a tudo isto, fechado os olhos, ignorando as justas preocupações de quem produz lucros que já roçam o surreal e que pagam muitos milhões de euros em dividendos mas que, lamentavelmente, não se refletem nos salários.
No início desta 2ª reunião, o SINTAF voltou a lembrar o banco e a Sra. Conciliadora do processo de luta que levou o SINTAF a recorrer à conciliação na DGERT, bem como voltamos a alertar para o brutal contraste entre os salários e os lucros muito avultados do BNP, que significam, antes de qualquer outra coisa, que há espaço para aumentos salariais, bem como para implementar a semana de 35h, e ainda a progressão automática nas carreiras. Pontos centrais do AE que apresentamos, e que o BNP recusou liminarmente na sua contraproposta.
O BNP começou por dizer que não queria ter AE diferentes do que já está em vigor e que isso seria ultrapassar linhas vermelhas, ao que respondemos que assinar um acordo igual aos outros em nada alteraria o estado de insatisfação dos trabalhadores. E que é por essa mesma razão que apresentámos uma proposta de AE com os pontos já mencionados acima - entre outros.
Apesar de continuar a recusar os pontos que entendemos serem de maior importância, o BNP parece ter moderado a sua posição, tendo sido possível ver as cláusulas mais consensuais. Ficou ainda previsto que voltemos às ditas ‘linhas vermelhas’ na próxima reunião, que terá lugar a 30 de Setembro.
Todo este processo mostra que a luta organizada dá frutos. Os plenários, greves, abaixo-assinado, documentos de denúncia já permitiram iniciar efectivamente a negociação. Temos que nos manter unidos e atentos, o BNP mantém, apesar de tudo, uma postura rígida quanto às matérias que realmente interessam.
Junta-te ao SINTAF, a concretização deste AE depende directamente de quanto os trabalhadores se empenharem na defesa do mesmo. Junta-te à luta, vamos transformar as nossas vidas!
Acção por um Acordo Empresa no BNP
O SINTAF realizou no passado dia 23 de junho uma acção junto ao campos EXEO do BNP em Lisboa, Junto à Gare de Oriente, na luta por um Acordo de Empresa digno para ambas as partes, aumentos salariais e melhores condições de trabalho.
Os Acordo de Empresa existentes (AE) que existem no BNP não são dignos para nenhuma das partes. Os trabalhadores são explorados e o patrão retrógrado agarrado às boas práticas do século XIX continua não querer negociar um Acordo Colectivo. Só com persistência e luta venceremos, como mostrou a luta dos trabalhadores que derrotou o Pacote Laboral. Temos de continuar a lutar para melhorar as nossas vidas.
O SINTAF aproveitando a visita da administração de França, por altura da inauguração do edifício EXEO do BNP em Lisboa, tentou entregar o AE com tradução em francês mas fomos impedidos. É assim que o BNP trata as representantes do trabalhadores em Portugal. Não há democracia no BNP.

O Pacote Laboral caiu, foi ao chão. O SINTAF esteve presente nesta luta de todos os trabalhadores, foi difícil e longa, mas quem luta vence. Hoje os trabalhadores venceram, com a derrota do Pacote Laboral, foi esta luta que condicionou o voto político na Assembleia.
Agora temos de continuar por melhores salários, melhores condições de trabalho, menos assédio no local de trabalho.
DIA 3 DE JUNHO: OS TRABALHADORES BANCÁRIOS TÊM RAZÕES PARA PARAR
Os trabalhadores bancários enfrentam um momento decisivo.
Sob o peso de decisões unilaterais, da perda contínua de poder de compra e do ataque aos direitos laborais, o silêncio já não pode ser opção.
Aumentos unilaterais de apenas 2%? Isto não é valorização do trabalho. É um desrespeito por quem todos os dias sustenta o sector financeiro com profissionalismo, responsabilidade e enorme exigência.
Enquanto os lucros do sector financeiro continuam elevados, os trabalhadores enfrentam outra realidade:
➡️ Salários corroídos pela inflação
➡️ Combustíveis cada vez mais caros
➡️ Habitação e alimentação mais pesadas no orçamento familiar
➡️ Mais pressão, mais metas, menos reconhecimento
Não aceitamos que se exija mais produtividade, mais disponibilidade e mais sacrifícios, enquanto se fragilizam direitos conquistados com décadas de luta sindical.
O que está em causa não é apenas o salário. Está em causa a dignidade do trabalho bancário.
Está em causa o respeito pelos trabalhadores.
Está em causa o futuro das relações laborais no sector.
Por isso, no próximo dia 3 de Junho, há razões para aderir à greve convocada pela CGTP-IN.
A greve é uma resposta legítima contra políticas que empobrecem quem trabalha e desvalorizam quem produz riqueza.
Mas há outra força essencial: a organização dos trabalhadores.
Nenhum trabalhador está protegido sozinho.
Por isso, este é também um momento para reforçar a sindicalização no SinTAF. Um sindicato forte depende de trabalhadores unidos, participativos e conscientes dos seus direitos.
Dia 3 de Junho, faz ouvir a tua voz.
✊ Pelos direitos
✊ Pelo respeito
✊ Pela valorização do trabalho bancário
ADERE À GREVE. ORGANIZA-TE. SINDICALIZA-TE.
Cerca de 250 trabalhadores (cerca de 240 online) do BNP Paribas estiveram reunidos em plenário convocado pelo SINTAF.
Estes trabalhadores mantêm o seu compromisso com a luta em torno de um Acordo de Empresa justo, que reflita as suas reivindicações por aumentos salariais de 15%, as 35h de trabalho semanais, um seguro de saúde com grande abrangência e 100% financiado pelo patrão.
Neste plenário aprovaram também uma moção, com apenas duas abstenções, contra o Pacote Laboral, comprometendo-se com a Greve Geral de 3 de Junho!
Rejeitaram o Pacote Laboral pois este viria normalizar os baixos salários, a precariedade e os horários desregulados que já afetam uma grande parte dos trabalhadores do BNP.
A LUTA CONTINUA, TODOS À GREVE GERAL!

Comunicado
A propósito das sucessivas ações repressivas adoptadas pela administração do BNP Paribas contra os seus trabalhadores
O SINTAF vem, com este comunicado, lamentar e denunciar, as faltas de respeito da administração do BNP Paribas, perante a lei que vigora no nosso país e que regula as relações laborais.
É avassalador que, num quadro onde esta mesma lei já favorece, essencialmente, a parte forte (o patrão), ainda assistamos a práticas que visem limitar os poucos meios que os trabalhadores têm para fazer valer os seus justos interesses. Entre bloqueios, sem qualquer sustento na lei, ao direito de reunião dos seus trabalhadores com o sindicato, adiamentos arbitrários do processo de negociação de uma proposta de Acordo Empresa, em que os trabalhadores se reveem - ao contrário dos que vigoram na empresa - bloqueios sucessivos à atividade sindical e ao direito dos trabalhadores do BNP Paribas receberem informação sindical, a administração do BNP Paribas fez ameaças, verbais aos trabalhadores que aderissem à greve decretada pelo SINTAF para dia 17 de Abril, dizendo que era ilegal e que ia marcar faltas injustificadas.
Como essa estratégia não resultou, vem agora recusar-se a reconhecer o motivo que centenas dos seus trabalhadores usaram para justificar a sua não comparência, no local de trabalho, no dia 17 de abril de 2026: o exercício do seu direito a fazer greve. Alegam, em e-mails dirigidos aos trabalhadores e ao SINTAF, que o Sindicato não teria cumprido com os pressupostos legais para convocar esta greve - o que não tem qualquer respaldo na realidade. Mas não se atreveram a marcar faltas injustificadas – deverão ter ido ler a lei. Dizem agora, tão bem-intencionados que são, que vão justificar as faltas, não pelo motivo de greve, mas porque ‘autorizaram os trabalhadores a gozar de uma falta justificada’.
À administração dizemos que a lei não fica à porta do local de trabalho e, aos trabalhadores lançamos um apelo: é lutando, em unidade, que estamos todos menos vulneráveis perante a repressão e, sobretudo, é com a luta que transformamos as nossas condições de trabalho e avançamos nas nossas vidas.
A Greve Geral convocada para 3 de junho é o próximo passo nesta luta pelo Acordo Empresa justo que os trabalhadores do BNP Paribas construíram com o SINTAF e vamos derrotar o Pacote Laboral porque recusamos quaisquer recuos!
Recusamos os bancos de horas que o BNP e o Governo nos querem impor, recusamos normalizar o outsourcing que nos impõe salários mais baixos e menos direitos que os restantes trabalhadores do BNP, recusamos a legalização dos despedimentos sem justa causa e as limitações ao direito a fazer greve.
Queremos ser livres no exercício das nossas liberdades sindicais, queremos mais salário, melhorar as nossas condições de vida e de trabalho!
Junta-te ao SINTAF – sindicaliza-te
Para:
Ministério do Trabalho, Solidariedade e
Segurança Social
• Associação Portuguesa de Bancos
• Instituto de Seguros de Portugal
• Instituições Financeiras — Bancos, Parabancárias e Companhias de Seguros
• Ministério da Economia e Emprego
• Associação Portuguesa de Seguradores
AVISO PRÉVIO DE GREVE
O Sindicato dos Trabalhadores da Actividade Financeira (SINTAF) vem por este meio comunicar ao Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, à Associação Portuguesa de Bancos, ao Instituto de Seguros de Portugal, às Instituições Financeiras — Bancos, Parabancárias, Companhias de Seguros e a todas as entidades empregadoras do Sector, bem como ao Ministério da Economia e Emprego, ao abrigo do art. 57 da Constituição da Republica Portuguesa e nos termos dos artigos 530. 0 e seguintes do Código do Trabalho, aprovado pela Lei n. 0 7/2009, de 12 de Fevereiro, decidiu o recurso à greve, entre as 00H00 e as 24H00 do dia 17 de Abril de 2026 assim, os trabalhadores abrangidos pelo âmbito deste Sindicato, independentemente da natureza do vínculo e da carreira e categoria profissionais, poderão exercer esse direito e participar na Manifestação Geral definida pela Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses — CGTP-IN, Por Melhores Aumentos Salariais, Por a Negociação Efetiva de Acordos de Empresa que defendam ambas as Partes, Contra o Pacote Laboral — Não ao Retrocesso e à Exploração. Por um Portugal com Futuro, Emprego, Salários, Direitos, Serviços Públicos:
• Por aumentos salariais conforme as nossas propostas;
• Por uma negociação efetiva de acordos de Empresa que defendam ambas as partes
• Contra o Pacote Laboral que representa um Retrocesso civilizacional.
• Por uma nova Política que respeite a dignidade dos trabalhadores e potencie o desenvolvimento económico e sustentável do país;
• Pela defesa e melhoria dos serviços públicos e funções sociais do estado.
As instituições financeiras e restantes empresas e estabelecimentos do sector não se destinam à satisfação de necessidades sociais impreteríveis, pelo que não há que proceder à definição de serviços mínimos.
Lisboa, 08 de Abril de 2026
Direcção Central

Comunicado de Imprensa
Estamos a assistir à apresentação, por parte da banca em Portugal, de lucros record, mais uma vez, mas já ninguém dá atenção nem se indigna com estas notícias, infelizmente passou a ser normal que o povo passe fome e os grandes grupos económicos lucrem com a miséria, de quem empobrece a trabalhar.
Mas o escândalo é muito maior, ficamos a saber por o eco.sapo que o CEO do Novo banco teve um prémio de 1,13 Milhões de euros, que em 2025 teve uma remuneração fixa de 830 mil euros, mais diversos subsídios que totalizaram 300 mil euros, perfazendo um total de 2,26 Milhões de Euros. Todo o Conselho de Administração recebeu mais 42% em 2025 comparando com 2024.
Ver: (https://eco.sapo.pt/2026/03/10/novobanco-duplica-premios-aos-administradores-em-ano-de-venda/)
Esta notícia compara com outra de 2024 do mesmo site noticioso onde o mesmo CEO em 2023 teve uma remuneração fixa de 600 mil euros com 565 mil euros de bónus.
Em 2 anos duplicou o bónus, passou a ter diversos subsídios (300 mil euros) e a remuneração fixa subiu em 38%.
Isto é vergonhoso, obsceno e escandaloso, para os trabalhadores da instituição que este Sr. gere, dizem que existe um Comité de Remunerações, para avaliar estas situações, mas esse Comité é constituído por um dos Administradores e nomeado por a Administração do Banco, assim qual a independência?
Em 2024 os trabalhadores do Novobanco tiveram um aumento de 3%, em 2025 2,5%. Muito mesmos que o CEO e a Administração da Instituição. O SINTAF propôs aumento de 15% com um mínimo de 150€, obtivemos como resposta que é impossível acomodar tais aumentos, que iam desequilibrar a contas do banco, ficamos agora a saber que afinal pedimos muito pouco, que a Administração do Novobanco trabalha com números maiores.
Mas este escândalo é transversal a toda a banca, as administrações ganham milhões e os trabalhadores que produzem os lucros, recebem tostões.
Sindicaliza-te no Sindicato de classe, que luta por toda a classe bancária.
Junta-te ao SINTAF
A luta unida tem mais força, pela dignificação das nossas vidas.
A Direcção
O trabalho e os trabalhadores têm de ser valorizados e não tratados como peças descartáveis.
A luta dos trabalhadores continua a ser, como sempre, elemento decisivo para resistir, defender, repor e conquistar direitos.
É o primeiro acto de participação sindical de um trabalhador.

Em 2024 os principais bancos a operar no mercado Português tiveram mais de 5 mil milhões de euros de lucro, isto dá 14 milhões por dia. Um escândalo pornográfico neste país com tantas necessidades
