SINTAF     -     Sindicato dos Trabalhadores da Actividade Financeira - sintaf@sintaf.pt     -    Telef. 218 124 992

COMUNICADO 

BNP PARIBAS

REUNIÃO SOBRE ABAIXO ASSINADO

 

Aos Trabalhadores e Trabalhadoras do BNP Paribas,

No seguimento da entrega do Abaixo Assinado - que recolheu 1698 assinaturas - o Sindicato dos Trabalhadores da Atividade Financeira reuniu com o BNP Paribas no dia 13 de Julho de 2023, por forma a discutir as reivindicações em causa, que recordamos aqui:

  • Negociação do Acordo de Empresa que regule as relações de trabalho com direitos;
  • O aumento geral dos salários, repondo o poder de compra perdido com a inflação, e no mínimo 150 euros;
  • Negociação de uma carreira com progressão automática que valorize a antiguidade
  • Redução do período normal de trabalho para 35 horas semanais
  • Garantia de um seguro de saúde que cubra todas as situações de doença sem custos
  • Fixar o salário para que ninguém ganhe menos que 1500 euros.

Apesar de uma postura aparentemente aberta, o BNP Paribas recusa-se a responder às necessidades dos trabalhadores, pondo de parte a possibilidade de um aumento extraordinário de salários já em 2023, justificando-se com os aumentos efetuados no CRP. O SinTAF não aceita esta justificação, dado que estas assinaturas foram recolhidas após estes "aumentos" e portanto espelham a insuficiência dos mesmos.

O BNP Paribas recusa também as 35 horas semanais de trabalho, escolhendo ignorar tanto o que é praticado na banca em Portugal como o que é praticado no seu próprio banco, dado que existem trabalhadores do BNP Paribas Portugal pertencentes ao ACT em vigor que beneficiam destas 35 horas.

Relativamente ao Seguro de Saúde o BNP Paribas escolhe ignorar o parecer dos trabalhadores sobre o assunto, recusando-se a negociar um seguro de saúde sem encargos para o trabalhador.

Justifica a sua posição com uma suposta "harmonização" de condições para os trabalhadores.

Ora, a dita harmonização, esbarra no facto de os SAMS existentes serem diferentes entre si, mas a administração do BNP parece desconhecer este facto. Já os trabalhadores, conhecem-no bem.

A administração do BNP agarra-se ao SAMS para não negociar mais nada.

Resta mencionar que, dessa "harmonização", decorre mais uma barreira financeira no acesso à saúde de cerca de um terço dos trabalhadores do Grupo - integrantes da antiga entidade do Grupo BNP, BP2S.

Temos de continuar a lutar e dar a conhecer esta posição intransigente do BNP Paribas. A preocupação que o Grupo demonstra ter com os seus trabalhadores, é mera performance.

Só lutando, organizando-te no teu Sindicato de Classe, conquistarás os teus direitos.

Junta-te ao SinTAF!

 

Lutar por melhores condições de vida e trabalho.

O trabalho e os trabalhadores têm de ser valorizados e não tratados como peças descartáveis.
A luta dos trabalhadores continua a ser, como sempre, elemento decisivo para resistir, defender, repor e conquistar direitos.
É o primeiro acto de participação sindical de um trabalhador.

Ter voz activa nos locais de trabalho e na sociedade

O SINTAF possibilita aos trabalhadores seus associados ter uma voz activa capaz de representar e defender o colectivo de trabalhadores.
O desequilíbrio existente na relação de forças entre a administração e os trabalhadores é reduzido se estes estiverem sindicalizados.

 

 

Combatemos a precariedade

Os trabalhadores com vínculos precários vivem entre o despedimento fácil e a não renovação do contrato de trabalho - são vítimas de ameaças constantes - sujeitos a diversos constrangimentos, chantagens e perseguições - estão mais expostos à exploração laboral e a salários mais baixos. Trabalham e vivem com medo de serem substituídos. A resolução dos problemas dos trabalhadores passa pela sua unidade, organização e pela contratação colectiva que o SINTAF propõe.

O trabalho e os trabalhadores devem ser valorizados e não tratados como peças descartáveis.
A luta dos trabalhadores continua a ser, como sempre, elemento decisivo para resistir, defender, repor e conquistar direitos.
A sindicalização é o primeiro acto responsável do trabalhador.