8 de Março A Nossa Luta Não é um Cartão de Visita
O Dia Internacional da Mulher Trabalhadora, não é uma celebração de cortesia. É memória e combate. Nasceu da coragem de mulheres que disseram “basta”, à exploração e à desigualdade.
Hoje, o SINTAF levanta a mesma bandeira: a da justiça social e da igualdade que se sente no bolso e no dia a dia, não apenas no papel.
Em Portugal, as conquistas que hoje parecem garantidas, do direito ao voto à licença de maternidade, não foram oferecidas. Foram conquistadas através da organização sindical e da força coletiva.
No setor financeiro, as mulheres representam uma parte essencial da força de trabalho. No entanto, o teto de vidro continua lá, salários desiguais, promoções que teimam em não chegar e uma corda bamba constante entre a carreira e a família. O SINTAF não aceita este cenário. Exigimos respeito pela parentalidade e o fim de qualquer discriminação.
Não nos iludamos com palavras bonitas. A realidade das trabalhadoras em Portugal ainda é marcada por:
- Salários mais baixos que resultam em reformas de miséria.
- Contratos que não dão segurança ao futuro.
- A "dupla jornada" de quem sai do banco para ir cuidar da casa e da família sem qualquer apoio.
- Ser mãe não pode ser um obstáculo à progressão.
Direitos não são heranças, são conquistas. E o que foi conquistado ontem pode ser retirado amanhã se não estivermos vigilantes e unidos no sindicato.
Olhos abertos, ameaças à vista!
O SINTAF acompanha com atenção, as recentes propostas de alteração à legislação laboral. Medidas como a flexibilização de horários ou a facilitação de despedimentos, constituem riscos acrescidos para quem já se encontra em situação de maior vulnerabilidade.
Não aceitamos, que a “modernização” do trabalho, sirva de pretexto para aumentar a precariedade.
Defender a estabilidade laboral e a conciliação entre vida profissional e familiar, é defender a dignidade de quem trabalha.
SINTAF - Pela dignidade de quem trabalha, junta-te ao SINTAF.
Sindicaliza-te

O SINTAF – Sindicato do Trabalhadores da Actividade Financeira – apresentou às diversas entidades financeiras uma proposta de aumentos salariais com o intuito da recuperação do poder de compra dos trabalhadores do setor, consiste num aumento de 15% com um valor mínimo de 150€. Esta proposta é apenas uma pequena recuperação, mas as diversas administrações não querem negociar realmente, as mesmas administrações que se auto premeiam por os excelentes resultados alcançados com a ajuda de todos os trabalhadores, não somente das administrações. Que nos ofendem e gozam com uma proposta de 1,8% não cobre a inflação prevista para este ano.
Trabalhadores do BNP Paribas em greve, depois de sucessivos plenários largamente participados, contra as várias tentativas de bloqueio à liberdade de reunião, por um acordo de empresa justo, que contemple progressão na carreira em função da experiência, salários dignos para quem faz o sexto maior banco do mundo mexer, e hoje em solidariedade com todos os outros setores contra o pacote do patrão, contra o agravamento da exploração de quem trabalha, pelo fim da precariedade, contra os despedimentos sem justa causa, pela revogação da caducidade da contratação coletiva, por um Portugal de progresso, um Portugal de Abril que não admite mais retrocesso! 




P – E perdem também direito ao subsídio de assiduidade?
O SinTAF contactou com trabalhadores do BNP Paribas, numa ação de denúncia do Pacote Laboral apresentado pelo Governo.
O SinTAF está contra a proposta de alteração da lei laboral, porque é uma proposta que visa desequilibrar, ainda mais, as relações laborais entre patrões e trabalhadores.



