
Comunicado de Imprensa
Estamos a assistir à apresentação, por parte da banca em Portugal, de lucros record, mais uma vez, mas já ninguém dá atenção nem se indigna com estas notícias, infelizmente passou a ser normal que o povo passe fome e os grandes grupos económicos lucrem com a miséria, de quem empobrece a trabalhar.
Mas o escândalo é muito maior, ficamos a saber por o eco.sapo que o CEO do Novo banco teve um prémio de 1,13 Milhões de euros, que em 2025 teve uma remuneração fixa de 830 mil euros, mais diversos subsídios que totalizaram 300 mil euros, perfazendo um total de 2,26 Milhões de Euros. Todo o Conselho de Administração recebeu mais 42% em 2025 comparando com 2024.
Ver: (https://eco.sapo.pt/2026/03/10/novobanco-duplica-premios-aos-administradores-em-ano-de-venda/)
Esta notícia compara com outra de 2024 do mesmo site noticioso onde o mesmo CEO em 2023 teve uma remuneração fixa de 600 mil euros com 565 mil euros de bónus.
Em 2 anos duplicou o bónus, passou a ter diversos subsídios (300 mil euros) e a remuneração fixa subiu em 38%.
Isto é vergonhoso, obsceno e escandaloso, para os trabalhadores da instituição que este Sr. gere, dizem que existe um Comité de Remunerações, para avaliar estas situações, mas esse Comité é constituído por um dos Administradores e nomeado por a Administração do Banco, assim qual a independência?
Em 2024 os trabalhadores do Novobanco tiveram um aumento de 3%, em 2025 2,5%. Muito mesmos que o CEO e a Administração da Instituição. O SINTAF propôs aumento de 15% com um mínimo de 150€, obtivemos como resposta que é impossível acomodar tais aumentos, que iam desequilibrar a contas do banco, ficamos agora a saber que afinal pedimos muito pouco, que a Administração do Novobanco trabalha com números maiores.
Mas este escândalo é transversal a toda a banca, as administrações ganham milhões e os trabalhadores que produzem os lucros, recebem tostões.
Sindicaliza-te no Sindicato de classe, que luta por toda a classe bancária.
Junta-te ao SINTAF
A luta unida tem mais força, pela dignificação das nossas vidas.
A Direcção


8 de Março A Nossa Luta Não é um Cartão de Visita
O SINTAF – Sindicato do Trabalhadores da Actividade Financeira – apresentou às diversas entidades financeiras uma proposta de aumentos salariais com o intuito da recuperação do poder de compra dos trabalhadores do setor, consiste num aumento de 15% com um valor mínimo de 150€. Esta proposta é apenas uma pequena recuperação, mas as diversas administrações não querem negociar realmente, as mesmas administrações que se auto premeiam por os excelentes resultados alcançados com a ajuda de todos os trabalhadores, não somente das administrações. Que nos ofendem e gozam com uma proposta de 1,8% não cobre a inflação prevista para este ano.
Trabalhadores do BNP Paribas em greve, depois de sucessivos plenários largamente participados, contra as várias tentativas de bloqueio à liberdade de reunião, por um acordo de empresa justo, que contemple progressão na carreira em função da experiência, salários dignos para quem faz o sexto maior banco do mundo mexer, e hoje em solidariedade com todos os outros setores contra o pacote do patrão, contra o agravamento da exploração de quem trabalha, pelo fim da precariedade, contra os despedimentos sem justa causa, pela revogação da caducidade da contratação coletiva, por um Portugal de progresso, um Portugal de Abril que não admite mais retrocesso! 




P – E perdem também direito ao subsídio de assiduidade?
O SinTAF contactou com trabalhadores do BNP Paribas, numa ação de denúncia do Pacote Laboral apresentado pelo Governo.
O SinTAF está contra a proposta de alteração da lei laboral, porque é uma proposta que visa desequilibrar, ainda mais, as relações laborais entre patrões e trabalhadores.



