

Greve geral: -Trabalhadores do BNP Paribas em greve
Trabalhadores do BNP Paribas em greve, depois de sucessivos plenários largamente participados, contra as várias tentativas de bloqueio à liberdade de reunião, por um acordo de empresa justo, que contemple progressão na carreira em função da experiência, salários dignos para quem faz o sexto maior banco do mundo mexer, e hoje em solidariedade com todos os outros setores contra o pacote do patrão, contra o agravamento da exploração de quem trabalha, pelo fim da precariedade, contra os despedimentos sem justa causa, pela revogação da caducidade da contratação coletiva, por um Portugal de progresso, um Portugal de Abril que não admite mais retrocesso!
#todosàgrevegeral



Greve Geral dia 11 Dezembro

Greve Geral dia 11 Dezembro
O SINTAF – Sindicato dos Trabalhadores da Actividade Financeira – associa-se e apoia, a decisão da CGTP-IN avançar com uma greve geral dia 11 de Dezembro.
Depois de várias reuniões onde o governo fingiu negociar com os parceiros sociais, e foi avisando por a comunicação social que as medidas eram para avançar com ou sem acordo dos parceiros sociais, chegamos a um impasse que tem de ser desfeito por todos, os trabalhadores Portugueses.
Este governo do PSD/CDS vem mais uma vez atacar os que menos têm, em favor dos que mais têm, destruindo por completo qualquer balança que existia para equilibrar os pratos dos patrões vs. trabalhadores.
O conceito de um trabalhador efetivo em uma empresa passa a ser semântica, visto que qualquer um pode ser despedido sem motivo e recebe uma miséria de indemnização. Podendo, o patrão, logo no mesmo dia recorrer ao outsourcing para repor o trabalhador despedido.
Pretendem manter os baixos salários através de contratos a prazo intermináveis e outsourcing, podendo assim um trabalhador ser precário toda a sua vida activa, como é que os trabalhadores vão poder fazer a sua vida e ter famílias?
Desregulam os horários de trabalho através dos bancos de horas obrigatórios, quando em 2018 a ministra do trabalho dizia que os patrões Portugueses abusavam deste mecanismo, que os patrões em Portugal ainda estavam no século passado, gostavam de ter os trabalhadores no seu posto por muitas horas, em vez de verem a sua produção.
Querem acabar com os direitos parentais, os filhos dos trabalhadores não são precisos só atrapalham e impedem os pais de trabalhar.
Acabam com a contratação colectiva (a pouca que existe) fazendo com que qualquer motivo seja válido para a sua caducidade.
Impedir a actuação dos sindicatos nos locais de trabalho e limitar o direito à greve.
Criar problemas sérios à Segurança Social, uma vez que acabam com coimas ou qualquer sanção a um patrão que não faça os descontos.
Por tudo isto o SINTAF apela a todos os trabalhadores que se associem a esta greve, vamos parar o País, mostrar um cartão vermelho ao Governo.
São os trabalhadores que criam a riqueza, então porque têm de ser pobres enquanto trabalham?
Todos os trabalhadores têm direito a uma vida digna com a sua família.
O SINTAF apela a todos os trabalhadores da actividade financeira uma adesão inequívoca à Greve Geral de 11-12-2025
DIREITO À GREVE – PERGUNTAS E RESPOSTAS

DIREITO À GREVE – PERGUNTAS E RESPOSTAS
GREVE GERAL
P – Quem tem direito a fazer greve?
R – O direito à greve, consagrado na Constituição da República Portuguesa, é um direito de todos os trabalhadores, independentemente da natureza do vínculo laboral que detenham, do sector de actividade a que pertençam e do facto de serem ou não sindicalizados.
P – Pode um trabalhador não sindicalizado ou um trabalhador filiado num sindicato aderir à greve declarada por um outro sindicato?
R – Pode, desde que a greve declarada abranja a empresa ou sector de actividade bem como o âmbito geográfico da empresa onde o trabalhador presta a sua actividade que, no caso do pré-aviso da CGTP-IN dá cobertura a todos.
P – Deve o trabalhador avisar antecipadamente a entidade empregadora da sua intenção de aderir a uma greve?
R – Não, o trabalhador, sindicalizado ou não, não tem qualquer obrigação de informar o empregador de que vai aderir a uma greve, mesmo no caso deste lho perguntar. Contudo, para evitar alguma falta injustificada essa justificação poderá ser dada.
P – E depois de ter aderido à greve, tem que justificar a ausência?
R – Os trabalhadores não têm que proceder a qualquer justificação da ausência por motivo de greve.
P – O dia da greve é pago?
R – Não. A greve suspende, no que respeita aos trabalhadores que a ela aderirem, as relações emergentes do contrato de trabalho, nomeadamente o direito à retribuição e, consequentemente, o dever de assiduidade.
P – E perdem também direito ao subsídio de assiduidade?
R – Não. A ausência por motivo de greve não afecta a concessão de subsídio de assiduidade a que o trabalhador tenha direito.
Não prejudica também a antiguidade do trabalhador, designadamente no que respeita à contagem do tempo de serviço.
P – Quem pode constituir piquetes de greve?
R – Os piquetes de greve são organizados pelos sindicatos e são constituídos por um número de membros a determinar pelos respectivos sindicatos para cada empresa.
P – Quem pode integrar os piquetes de greve?
R – Podem ser integrados por trabalhadores da empresa e representantes das associações sindicais, mas sempre indicados pelos sindicatos respectivos.
P – Que competências têm os piquetes de greve?
R – Os piquetes de greve desenvolvem actividades tendentes a persuadir os trabalhadores a aderir à greve, por meios pacíficos e sem prejuízo do reconhecimento da liberdade de trabalho dos não aderentes à greve
P – Os piquetes de greve podem desenvolver a sua actividade no interior da empresa?
R – Sim. Desde que não ofendam ou entravem a liberdade de trabalho dos não aderentes.
P – O patrão pode por qualquer modo coagir o trabalhador a não aderir a uma greve ou prejudicá-lo ou discriminá-lo pelo facto de a ela ter aderido?
R – Não. É absolutamente proibido coagir, prejudicar e discriminar o trabalhador que tenha aderido a uma greve.
Os actos do empregador, que impliquem coacção do trabalhador no sentido de não aderir a uma greve e/ou prejuízo ou discriminação pelo facto de a ela ter aderido, constituem contra-ordenação muito grave e são ainda punidos com pena de multa até 120 dias (art.ºs 540.º e 543.º do CT, respectivamente).
SINTAF contra o pacote laboral
No Porto e depois em Lisboa, o SINTAF participou na jornada nacional contra o pacote laboral que o governo patrocina contra os trabalhadores. Esta é a maior ofensiva aos direitos mais fundamentais dos trabalhadores. Só com a luta e resistência de todos os trabalhadores é possível travar estas propostas desumanas. Sindicaliza-te, informa-te e luta lado a lado.

SINTAF contacta trabalhadores do BNP-Paribas em Lisboa
O SinTAF contactou com trabalhadores do BNP Paribas, numa ação de denúncia do Pacote Laboral apresentado pelo Governo.
Este assalto aos nossos direitos vai ao encontro dos desejos mais perversos do Patrão destes e de todos os trabalhadores no nosso Portugal.
Tomar iniciativa com alegria e pela unidade na luta, esta é a resposta que o SinTAF escolhe dar.
Junta-te a nós na manifestação de dia 20/09, em Lisboa (15h M. De Pombal) e no Porto (10h30 P. Do Marquês)!
Lisboa 18-09-2025
CONTRA O PACOTE LABORAL SEC. XIX
CONTRA O PACOTE LABORAL SEC. XIX
O SinTAF está contra a proposta de alteração da lei laboral, porque é uma proposta que visa desequilibrar, ainda mais, as relações laborais entre patrões e trabalhadores.
Em Portugal fala-se muito da falta de mão de obra, dos baixos salários que não dão para uma vida digna.
Esta alteração pretende:
- Manter os baixos salários, aumentar a precariedade através de contratos renováveis indefinidamente e o outsourcing (baixos salários, sem direitos).
- Facilitar os despedimentos, deixando de haver necessidade de indicar um motivo válido. Actualmente quando se faz uma extinção do posto de trabalho não podem contratar logo de seguida outro trabalhador (mais barato) ou outsourcing, vai passar a ser possível e sem explicação. Mesmo que o tribunal declare um despedimento ilegal o patrão poderá não readmitir o trabalhador mediante um pagamento. (bolinha baixa)
- Desregulação dos horários de trabalho, através de bancos de horas obrigatórios, quando andam a fazer palestras sobre a conciliação do trabalho e a casa, bem como o direito a desligar.
- Diminuir os direitos parentais. Deixando de haver horários flexíveis para pais com filhos menores de 12 anos.
- Se uma entidade patronal não pagar as contribuições para a segurança social, actualmente tem penalizações e multas, que são para desaparecer, ficando assim a segurança social realmente em perigo conforme têm anunciado.
- Impedir a actuação dos sindicatos dentro das empresas e limitar o direito à greve, a última forma de luta dos trabalhadores
Sabemos por a comunicação social que Portugal é muito lucrativo e dos excedentes orçamentais conseguidos com a cobrança de impostos, então qual a justificação para este ataque a quem menos tem? GANÂNCIA!
Temos de impedir a concretização deste pacote laboral que leva os trabalhadores, reformados e suas famílias para a escravidão.
Vem à manifestação Sábado dia 20 Setembro no Marquês de Pombal.
Junta a tua voz e descontentamento à luta de todos os trabalhadores.
Indice-Guia dos Direitos Laborais

Guia dos Direitos Laborais




